Biólogo não...
“Biólogo não come, degusta.
Biólogo não cheira, olfata.
Biólogo não toca, tateia.
Biólogo não respira, quebra carboidratos.
Biólogo não tem depressão, tem disfunção no hipotálamo.
Biólogo não admira a natureza, analisa o ecossistema.
Biólogo não elogia, descreve processos.
Biólogo não tem reflexos, tem mensagem neurotransmitida involuntária.
Biólogo não facilita discussões, catalisa substratos.
Biólogo não transa, copula”...
E assim por diante...
Quem do ramo da biologia nunca ouviu este texto? E nós docentes de cursos de biologia então?! Nem fale. Colação de grau sim, colação de grau não lá esta um orador de turma com este texto.
Mas quero começar o ano refletindo um pouco sobre este texto.
Afinal de contas o que deve fazer um biólogo?
Somos uma classe a margem da sociedade? Pois com tantos termos e uma explicação para “quase tudo” parece sempre que estamos “fora do ar”
Bem vamos começar mudando um pouco o texto:
“Biólogo paga conta,
Biólogo tem que comer,
Biólogo tem que fazer compras
Biólogo tem que ter onde morar e, porque não, morar bem?
Biólogo tem que se locomover e, por que não, em um bom carro?
Biólogo tem que trabalhar e para isso tem que estudar, e estudar muito, pois sem estudo não somos nada, apenas um ser com um diploma que geralmente será confundido com médico ou qualquer outra área relacionada”.
Falando muito sério, adoro o texto original, pois ele retrata a fundo o nosso estudo “a vida”, e sendo profissionais da vida temos uma grande responsabilidade, pois não devemos ser extremistas, eco-chatos, eco-xiitas e por aí vai. O mundo tem que se desenvolver e nós devemos atuar como elos entre o desenvolvimento e a preservação do ambiente.
Somo educadores e formadores de opinião 24 horas por dia, sete dias por semana, 365 dias por ano [366 nos bissextos], e lógico para isso devemos estar sempre atualizados.
Sou Aracnólogo por especialização mas, antes disso, sou biólogo. Portanto devo sim compreender os conhecimentos básicos das outras areas da biologia (botânica, genética, embriologia, biologia celular, fisiologia e por aí vai).
Nos últimos anos, observei com tristeza muitos alunos que desistiram da Biologia, debando para outras áreas com a frase “não existe campo para a biologia”... Eu me pergunto se o campo não existe ou faltou amor e perseverança para prosperar. Sim, ou você ama aquilo que faz e busca seu espaço, ou então morre na praia. Aliás, em várias praias, pois o mercado é o mesmo para todas, e só com perseverança vem a prosperidade.
Esse amor e essa prosperidade dependem de muito esforço para estudar, para ir atrás do que se quer realmente. Também é necessária uma dose cavalar de humildade, pois seu professor é uma pessoa que tem pelo menos uma vivência maior que você e, portanto, sabe o quanto será cobrado. Assim, pare de reclamar quando ele forçar seu intelecto para um nível mais alto, pare de choramingar quando faltar aquele meio ponto que você tanto queria, e agradeça pois ele quer o seu melhor...
Estamos iniciando mais um ano e com ele novos desafios. Meus caros alunos aceitem o desafio de ir além, fazer mais, trabalhar mais e prosperar mais...
Abraços a todos
Carlos
P.S. para aqueles que querem dar umas risadas acessem http://www.humornaciencia.com.br foi onde retirei o texto do “Biólogo não...”
DEDICADO A PESSOAS QUE FAZEM DA BIOLOGIA UMAS DAS PROFISSÕES MAIS GRATIFICANTES DA TERRA! POIS SOMOS OS ÚNICOS PROFISSIONAIS ESPECIALIZADOS NA VIDA!
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
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Escudo do Grupo de Estudo em Arachnida
ARQUIVOS DO CARLOS
Quem Sou...
- Carlos Leandro Firmo
- Guarulhos, São Paulo, Brazil
- Possui graduação em Ciências Biológicas - Faculdades de Filosofia Ciências e Letras de Guarulhos (1996). Atualmente é docente da Universidade São Judas. É Coordenador/Fundador do Grupo de Estudos em Arachnida (G.E.A.). Tem experiência na área de Zoologia, com ênfase em Arachnida, atuando principalmente nos seguintes temas: Diversidade, Relações animais-homem e Fauna sinantrópica. Mestre em Zoologia pela UNESP campus de Botucatu, área de concentração Zoologia.
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